
Esta seção reúne estudos e pesquisas sobre o artesanato brasileiro. Aqui você encontra trabalhos desenvolvidos ou orientados pela equipe do Polo de Referência e Disseminação Sebrae de Artesanato, como estudos sobre o consumidor, cartilhas, Mosaicos e Soluções CRAB. O conteúdo inclui também pesquisas acadêmicas, mapeamentos da rede e produções audiovisuais de diferentes regiões dos nossos Brasis.

Esta pesquisa visa analisar e destacar a percepção e atuação do artesão no mercado nacional, compreendendo sua contribuição cultural e econômica, além de identificar oportunidades de crescimento no mercado. O estudo foi concebido com o objetivo primordial de obter um conhecimento aprofundado e atualizado sobre o perfil dos artesãos que compõem o dinâmico e culturalmente rico setor de artesanato em todo o território nacional.

A partir do diálogo entre artesanato e economia circular que nasce a Cartilha ABC do Artesanato Circular. Ela reúne ideias, reflexõese exercícios que convidam artesãs, artesãos, educadores edemais interessados a explorar as possibilidades da circularidade no fazer artesanal.

Esse e-book apresenta, de forma sucinta, os principais achados da pesquisa sobre o consumidor de artesanato no Brasil, trazendo informações relevantes sobre quem é o consumidor de produtos artesanais; onde, como e por que ele compras; as decisões envolvidas para comprar e o que o faz desistir; o gasto médio, com dicas práticas, para cada tópico, sobre o que fazer, como fazer e por que fazer, com o objetivo de apoiar empreendedores e empresários do segmento de artesanato na aplicação desse conhecimento no dia a dia. E no final traz um plano de ação para ajudar a vender melhor.
Este relatório apresenta um diagnóstico detalhado do consumidor de artesanato brasileiro com base em 2.400 entrevistas realizadas em todo o território nacional afim de compreender. Objetivou-se identificar o perfil do público-alvo, comportamentos, hábitos de consumo e as motivações de compra. Identificando a percepção do consumidor e as diferenças entre os diversos tipos de artesanatos: tradicional; de referência cultural; autoral ou conceitual/arte popular; doméstico; manualidades etc.
Com o objetivo de mensurar a relevância econômica do setor de artesanato, o SEBRAE está desenvolvendo o projeto “Estudo Econômico do Setor de Artesanato no Brasil”, adotando abordagem baseada em ocupações e atividades produtivas. Para alcançar esse objetivo, o estudo será estruturado em quatro etapas: O Artesanato no Mundo; A Dimensão do Setor no Brasil; O Ecossistema da Economia Criativa, o Papel do Artesanato e sua Relação com o Turismo e Pesquisa de Campo e Análise da Estrutura da Produção Artesanal, com foco nos fatores indutores e inibidores do dinamismo do setor no Brasil. Nesse sentido, este sumário executivo abordará os capítulos “O Artesanato no Mundo” e “A Dimensão do Setor no Brasil”
O projeto Mosaico Amazonas documenta a riqueza cultural do artesanato regional através das vozes de seus protagonistas. Em São Gabriel da Cachoeira, destacam-se a liderança de Gilda Barreto e artesanato de Janete Mara. A região conta ainda com o saber ancestral de Júlia Paminare Pinto, Hermes Vitório, Santiago Miguel e a coordenação de Cecília Albuquerque na associação ASSAI. Em Barcelos, o núcleo NACIB, envolve jovens na preservação do trançado. Em Benjamin Constant, a AMIT, sob liderança de Hilda Pinto Felix, promove o protagonismo das mulheres Ticuna e Kokama. No Careiro Castanho, Maria Alexandre fundou a Teçume da Floresta, difundindo técnicas de tecelagem com fibras vegetais. Manaus abriga a AMARN, onde Clarice Arbella e Joana Galvão fortalecem mulheres indígenas migrantes. Em Rio Preto da Eva, Marlene Silva comanda o grupo Cestaria Baniwa no contexto urbano. Na Comunidade Três Unidos, Raimundo e Pully Kambeba integram grafismos tradicionais ao cotidiano. O mapeamento inclui ainda outros diversos artesãos na luta que conecta território, ancestralidade, contemporaneidade e lutas. ## Links de vídeo - https://www.youtube.com/watch?v=hrVpALDY_iQ&list=PLrbh8qgGKeRli2Qjv7CXJT6kq4AtzePL6&index=17 - https://www.youtube.com/watch?v=DBsGuDNfsQU&list=PLrbh8qgGKeRli2Qjv7CXJT6kq4AtzePL6&index=15 - https://www.youtube.com/watch?v=fkApCIh4WvM&list=PLrbh8qgGKeRli2Qjv7CXJT6kq4AtzePL6&index=14 - https://www.youtube.com/watch?v=7NXZMPBgeMQ&list=PLrbh8qgGKeRli2Qjv7CXJT6kq4AtzePL6&index=13 - https://www.youtube.com/watch?v=n0vDU22fq2E&list=PLrbh8qgGKeRli2Qjv7CXJT6kq4AtzePL6&index=16
O e-book traz destaques a 5 estados da Amazônia Legal: Acre, Amazonas, Maranhão, Pará e Tocantins. A obra documenta o artesanato de indígenas, ribeirinhos e quilombolas, estruturando-se nas lutas instrumental (subsistência), identitária (preservação de saberes) e ética (justiça socioambiental). O conteúdo destaca a bioeconomia como ferramenta estratégica para o desenvolvimento sustentável, integrando tecnologias e conhecimentos tradicionais para manter a "floresta em pé". Discute o "Paradoxo Amazônico", sugerindo que desafios como o desmatamento podem ser transformados em oportunidades através do manejo consciente e da regeneração ecológica. Mesmo enfrentando obstáculos como a crise climática e dificuldades logísticas, o artesanato é reafirmado como vetor de coesão social e identidade. O mapeamento funciona como um registro vivo que conecta a ancestralidade à inovação, promovendo o "Bem Viver".

O e-book documenta o artesanato acreano, apresentado como ferramenta de subsistência econômica, bandeira de resistência cultural e compromisso com a preservação da floresta amazônica. Com cerca de 2.066 artesãos, o estado destaca-se pelo protagonismo no extrativismo sustentável e pela força das artes indígenas. Na Reserva Extrativista Chico Mendes, o Ateliê Florescer exemplifica a bioeconomia ao transformar sementes e cipós em produtos utilitários e decorativos, honrando o legado de Chico Mendes pela "floresta em pé". O pioneirismo também marca o trabalho da Mestra Socorro Souza, que desenvolveu ferramentas inovadoras para o beneficiamento de sementes em Porto Acre. Em Cruzeiro do Sul, o Mestre Maqueson eleva a marchetaria à arte sofisticada, unindo a resiliência do caboclo ao domínio técnico da madeira para preservar memórias da Amazônia. A identidade indígena é um pilar central, com os Huni Kuĩ e o sagrado Kene Kuin (“desenho verdadeiro”), que transforma tecelagens e miçangas em narrativas ancestrais. O povo Puyanawa vive uma vibrante "retomada cultural", onde o artesanato é motor de desenvolvimento e empoderamento social para a juventude. Já as mulheres Marubo conectam o cotidiano à cosmologia através de adornos feitos com o aruá (caramujo), símbolo da vitalidade das águas. No campo da cerâmica contemporânea, Glads Mourão Batista utiliza o barro para promover cura e reconexão espiritual em seu ateliê. Contudo, o setor enfrenta desafios críticos, como os impactos das mudanças climáticas, que reduzem a oferta de matérias-primas devido a queimadas e secas severas, além da necessidade de garantir a sucessão geracional e superar o isolamento geográfico Ep 1- Juventude Ep 2 - Resistência Ep 3- Bioeconomia - https://www.youtube.com/watch?v=_-PpjhrKoDI&list=PLrbh8qgGKeRli2Qjv7CXJT6kq4AtzePL6&index=11 - https://www.youtube.com/watch?v=iCfCdxg0eAs&list=PLrbh8qgGKeRli2Qjv7CXJT6kq4AtzePL6&index=12 - https://www.youtube.com/watch?v=l6o2ERUEhU8&list=PLrbh8qgGKeRli2Qjv7CXJT6kq4AtzePL6&index=10

O e-book detalha um mapeamento cultural do artesanato maranhense. Geograficamente situado no "Meio Norte", o Maranhão é uma zona de transição rica em biodiversidade, o que fornece matérias-primas essenciais como fibras vegetais, argila e madeiras para as comunidades tradicionais. Entre as expressões centrais, destaca-se o Bumba Meu Boi, definido como um ecossistema cultural que integra música, dança e bordados minuciosos em veludo com canutilhos e miçangas. O Bumba Meu Boi da Floresta exemplifica a economia criativa ao profissionalizar jovens artesãos e garantir um "valor justo" pelo trabalho. No quilombo Santa Maria, a fibra de buriti é a protagonista de uma tecelagem ancestral que une gerações, enquanto em Itamatatiua e Mirinzal, as mulheres transformam o barro em cerâmicas utilitárias e artísticas que carregam a alma e a história quilombola. Em Raposa, a renda de bilro, trazida por migrantes, afirma-se como um símbolo de resiliência e força feminina. Apesar de toda riqueza cultural a produtiva o setor enfrenta desafios críticos: a degradação ambiental ameaça recursos como o babaçu e o taquipé, os custos de produção são elevados e há uma dificuldade crescente em engajar a juventude para garantir a sucessão geracional dessas tradições. A valorização deste patrimônio imaterial é vista, portanto, como um ato de resistência e um pilar para o desenvolvimento sustentável - https://www.youtube.com/watch?v=E_RPn_5XPgk&list=PLrbh8qgGKeRli2Qjv7CXJT6kq4AtzePL6&index=6 - https://www.youtube.com/watch?v=HTwcIxQm1yg&list=PLrbh8qgGKeRli2Qjv7CXJT6kq4AtzePL6&index=7 - https://www.youtube.com/watch?v=CyFvNLPahCk&list=PLrbh8qgGKeRli2Qjv7CXJT6kq4AtzePL6&index=4

Este e-book documenta a riqueza e a diversidade da produção artesanal paraense, integrando saberes ancestrais e inovação tecnológica. No distrito de Icoaraci, a cerâmica destaca-se pela fusão de tradições Marajoara e Tapajônica com estéticas contemporâneas, protagonizada por mestres como Doca Leite e a Família Santana. Já em Abaetetuba, o miriti (conhecido como "palmeira santa") é a base de brinquedos tradicionais e de inovações como o Miriti VR, óculos de realidade virtual feitos de material sustentável que democratizam a tecnologia em escolas. Na Ilha de Cotijuba, iniciativas como a DaTribu transformam o látex em biojoias, promovendo o protagonismo feminino e a independência financeira. O mapeamento também ressalta o trabalho de Mestre Dimmi na preservação de instrumentos musicais e a resiliência de comunidades quilombolas, como a de Vera Luz, no manejo integral do açaizeiro. Apesar do vigor criativo, o setor enfrenta desafios críticos, como os impactos das mudanças climáticas na disponibilidade de matérias-primas e a dificuldade de atrair a juventude para garantir a sucessão geracional. A sustentabilidade é vista como um pilar central, unindo o manejo responsável da floresta à transparência e harmonia coletiva. O mapeamento reforça que o artesanato paraense transcende a produção de objetos, sendo uma narrativa viva de resistência, memória e dignidade amazônica. - https://www.youtube.com/watch?v=koF1Yus01H8&list=PLrbh8qgGKeRli2Qjv7CXJT6kq4AtzePL6&index=8 - https://www.youtube.com/watch?v=Lx_CRB7APDo&list=PLrbh8qgGKeRli2Qjv7CXJT6kq4AtzePL6&index=9 - https://www.youtube.com/watch?v=jOQhjy0-aWI&list=PLrbh8qgGKeRli2Qjv7CXJT6kq4AtzePL6&index=5

O curso Artesanato como Ferramenta Pedagógica é uma formação destinada a professores da Educação Básica que integra o processo de nacionalização da metodologia do CRAB Educativo e amplia o acesso ao conhecimento sobre o artesanato brasileiro no ambiente escolar. Seu foco é apoiar educadores no uso do artesanato como linguagem transversal, conectando cultura, território e práticas pedagógicas. O curso valoriza narrativas orais, identidades locais e experiências sensíveis como caminhos de aprendizagem. Estimula o olhar investigativo sobre o território e legitima os saberes comunitários e a memória afetiva. Ao dialogar com a educação empreendedora, promove autonomia criativa, protagonismo docente e compreensão das cadeias produtivas culturais. Também incentiva projetos pedagógicos baseados na cultura material e imaterial brasileira. A execução ocorre por meio de conteúdos modulares e propostas práticas que fortalecem a integração entre escola, cultura e desenvolvimento local.

Uma seção inteira tecida para a rede do artesanato brasileiro. Aqui, você percorre o mapa para encontrar artesãos e artesãs, mestres, grupos, lojistas, centros culturais e feiras, ampliando conexões e fortalecendo vínculos. Também pode navegar pelas páginas dos estados e conhecer as principais características produtivas de cada território.

Em Dados do Setor, disponibilizamos painéis com informações sobre o artesanato no Brasil, como número de artesãos e artesãs, empreendimentos, gênero, faixa etária, entre outros indicadores que ajudam a entender o cenário atual e apoiar decisões para o fortalecimento do setor.